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ESPECIAL

 

ENTREVISTA: SELMA HORTA*

ENTENDENDO A CRIANÇA DO III MILÊNIO

 

Selma, que proposta você apresenta aos pais e educadores em geral?
    Proponho uma reflexão sobre as atuais relações dos adultos para com as crianças e jovens; deles próprios, crianças e jovens, entre si e, também, deles para com os adultos. Convido para uma pluralidade de alternativas em comunicação de qualidade que encaminha à conscientização de aspectos básicos para a melhoria dos relacionamentos.

O que essa proposta traz de diferente?
    Primeiro, ela tem como público alvo os educadores. Falar para pais, professores e interessados da área é, a meu ver, plantar sementes frutíferas. Quem tem o prazer de lidar com a criança e com o jovem tem como parte de sua missão transformar o futuro. Se para melhor ou pior dependerá da seleção das sementes. Assim sendo, o diferencial deste trabalho é o lançar de uma nova consciência.
    Como educadora, quero oferecer uma re-leitura de vanguarda do processo de aprendizagem. Contribuir para o resgate da singela comunicação do Amor e da Natureza, originais em cada Ser. Percebo que, hoje em dia, é mais comum ouvir reclamações. Muito se cobra e pouco se oferece de congruente ao almejado. Quero fazer diferença. Quero apresentar algo novo.


Como é realizado este trabalho?
    Trata-se de um curso teórico-prático com 12 horas de duração que, por suas características informais e bem humoradas, flui sem densidade, intercalando vivências práticas e teóricas fundamentadas em estratégias motivacionais, neurolingüística aplicada, auto-conhecimento e aprimoramento relacional.

O aprimoramento de tais relações é suficiente para a melhoria dos comportamentos também?
    Eu costumo dizer que o aprimoramento das relações é suficiente para que se obtenha a Paz Mundial. Imagine então para mudar comportamentos. Acontece que, à medida em que crescemos, vamos nos distanciando (cronológica e emocionalmente) da infância e tendemos a adotar posicionamentos muito próximos daqueles que os adultos adotaram para conosco enquanto as crianças éramos nós. Isso gera um “ciclo vicioso”. É claro que há uma mescla com conhecimentos que vamos adquirindo com o tempo, mas a base de tudo que foi recebido (e, do jeito que foi recebido) continua sempre muito significativa.
    Quando nos propomos a momentos reflexivos, como os propostos no curso, voltados às lembranças e experiências “esquecidas” na nossa infância, adolescência e juventude; automaticamente acionamos condições internas de compreensão das atitudes, palavras, gestos e até estratégias de ação que usamos no dia a dia, algumas vezes mesmo sem concordar com elas.
    É mais ou menos a explicação do por quê acontece os: “Não sei porque fiz isso”; “Me peguei fazendo...”; “Não era isso que eu queria”; “ Eu não quis dizer isso”; etc. Quando percebemos que “não crescemos tanto quanto supúnhamos”, fica bem mais fácil respeitar e ser respeitado nas diferenças (sejam elas de gosto, idade, comportamento, etc)


Então o curso tem um perfil terapêutico?
    Pode ser que sim e pode ser que não. Vai depender do grau de participação do interessado. Há pessoas que adotam apenas a postura de ouvinte e então nada de terapêutico acontece. Já quem estiver disposto a trabalhar situações mal resolvidas enquanto crianças ou adolescentes, terá chances de obter um grau mais elevado de consciência, que poderá resultar em surpreendentes re-significações e até curas.

O que é abordado no curso?
    Há uma mescla entre o didático-científico e o coloquial-vivenciado na prática cotidiana de todos nós que atuamos como educadores, sejamos pais, professores ou responsáveis por atividades afins. A temática passeia por conceituações variadas. Dentre outras, “autoridade”; “respeito”; “poder”; “escolhas”; “crenças e valores”; “regras e normas”; “certo e errado”; “limitações, medos e mágoas”; “bem e mal”; “bom e mau” e “Amor e ódio”.

Quando este curso é realizado?
    Geralmente, ele é contratado para ser realizado em escolas, atendendo a pais e professores da própria comunidade. Quando há interessados não vinculados a instituição, costumo realizá-lo no segundo semestre do ano, época de rematrículas, provas do ENEM, buscas de novas escolas, seja para alunos ou profissionais, enfim, época propícia para se repensar a educação. Montamos um grupo de, no mínimo, dez interessados, definimos data, local e disposição de horários e realizamos o curso.

Como os interessados conseguem mais informações?
    Pelos telefones (11) 6262 1588 e 9109 1587 ou pelo e-mail eventualnorte@hotmail.com

 
* Selma Horta é educadora e consultora motivacional
 

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